
Rouzbeh Akhbari, Felix Kalmenson. Armênia, Canadá, Turquia; 2020.
Um cineasta armênio procura locações para o seu próximo projeto, que busca retratar as raízes ancestrais de seu país. Em uma mistura de ficção com imagens quase documentais, o realizador encontra pessoas ao longo da viagem. (Sinopse fornecida pela Mostra Internacional de Cinema)
Limiar é um filme soterrado pela neve, não se move mas anda, não fala mas procura, mal respira e nada encontra. Ou nem filme é. É experimento, teste, visão/vasão. É certo que há um exercício de contemplação em curso mas o propósito é incerto, se é que há algum propósito. Sabemos que há algo sobre cinema, que há algo sobre dificuldades de comunicação e partir daí as coisas se complicam.
Há elementos de informação, há belas imagens, algumas realmente majestosas, há locações esplêndidas. E nada disso se reúne em torno de um problema, uma narrativa sequer e nem de mais nada… não chega a tentar, ao que parece. Fica chato, maçante, mesmo que em sua pouca duração, que parece uma eternidade.
Chamar de frio não seria apropriado, o filme é gelado, frívolo, falecido. Desconfio que foi feito para ser assim, uma provocação, mas ele não fornece substrato que embase uma crítica específica, alguma proposta de exercício filosófico e então a obra se esvazia, como as várias locações que o protagonizam.
Não há muito o que dizer. Não há síntese afinal. O que ficou? Pra que serviu? Não sei. Talvez até desconfie, mas não me interessa.
RATING: 21/100
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