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cinema | poesia | verdade

#5. Mandy: Sede de Vingança (Mandy)

Panos Cosmatos. EUA, 2018.

Red (Nicolas Cage) e Mandy (Andrea Riseborough) vivem uma vida pacífica nas Motanhas Shadow, em 1983. Seu ensaio de paraíso na terra, no entanto, é cruelmente destroçado com a chegada uma seita de fanáticos religiosos, engajando Red em uma jornada sangrenta por vingança.

Mandy é um terror metálico hiperbólico de vingança com traços de filme trash que parece ter saído diretamente dos anos 80. O longa se desenvolve em uma atmosfera extremamente sufocante, regado a sangue coagulado e fogo frio, beirando os limites do gore. Estiloso e autêntico, o filme usa e abusa (muito bem, por sinal) de elementos bem característicos do terror slasher dos anos 80: a seita e a serra eletrica, por exemplo.

Trilha sonora (ensurdecedora e espetacular) e a fotografia são perturbadoras, psicodélicas e apimentam o desconforto claustrofóbico. Os tons de azul, vermelho e a fumaça constante desafiam a realidade para criar um ambiente de pesadelo, turvo e alucinante. A montagem também, não é utilizada de forma não convencional, mas descontruindo a estrutura tradicional, as vezes muito lenta, as vezes muito rápida.

O cineasta trata a loucura como um espaço de coragem e até mesmo conforto para escapar do sofrimento extremo que arrebata os bizarríssimos Red e Mandy. Red que, por sinal, funciona muito bem sendo personificado pelo overacting moderado de Nicolas Cage. Ainda, encontra espaço para tecer críticas ao fanatismo religioso.

Mandy é boa volta ao passado para testemunhar novamente os tradicionais slashers dos anos 80, mas utilizando-se muito bem dos recursos atuais (e de um roteiro melhor do que a média do gênero) para elevar a qualidade cinemática e imersiva da experiência.

RATING: 73/100

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