George Miller. Austrália, 2015.

Uma história apocalítica sobre um futuro próximo e aterrorizante, uma terra sem lei onde a humanidade é quebrada, queimada e transformada em sede e areia. Max Rockatansky (Tom Hardy) e a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), pela força do destino, levantam-se contra este domínio do medo e têm que enfrentar toda fúria da estrada.
Em um mundo árido, saturado, quente e seco, a humanidade já não pode ser cultivada, sobreviver é um luxo e vida nada mais é do que manter-se vivo. É uma distopia para uma realidade ríspida, enferrujada e elétrica, ou melhor, mecânica, que abriu espaço para uma tirania cruel sustentada pelo monopólio da água e, consequentemente, da vida daqueles aldeões.
Mais impressionante ainda são os filhos da tirania, tão condicionados, tão mecanizados, feito robôs de (pouca) carne e (muito) osso, empenhados em lutar, até as últimas consequências, por aquele império da morte, com a certeza de que serão bem recebidos no paraíso, na Valhalla. Nessa conjuntura, Max e, principalmente, Furiosa surgem como um lampejo de esperança no vazio empoeirado, são a promessa da revolução, da volta ao passado, da vida verde e fértil.
Nesse futuro, bizarramente próximo e possível, não há sutileza, há Rock n’ Roll, couro e faísca, há areia até não aguentar mais e muita, muita gasolina. Toda essa imagem escaldante, brilhantemente construída é palco para uma guerra veloz pela libertação.
Mad Max – Estrada da Fúria é uma explosão de estilo e, mais ainda, uma mensagem de esperança, força e revolução. É um aviso ameaçador sobre um futuro mais velho que o passado, duro e oco; sobre o (caríssimo) preço pelo hoje.
RATING: 96/100
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